• Profa. Ma. Luciene do Rêgo da Silva

Dicas de Aprendizagem de Idiomas - por uma professora poliglota

Atualizado: Mai 28



Arquivo pessoal: FH Centro de Idiomas em Aachen: Curso de Inverno em Aachen – Alemanha 2014 (FH Aachen Sprachzentrum - Winterkurs in Aachen)


Olá! Hi! Hallo! Salut! Vocês devem estar perguntando por que essas saudações em tantas línguas? Será que eu falo todos esses idiomas? Como consegui aprender tantas línguas? Como é possível memorizar palavras em vários idiomas? Qual a melhor maneira de aprender palavras em outros idiomas? Como praticar a fala? E a pronúncia? Como aprender os gêneros em diferentes sistemas linguísticos? Essas são algumas dúvidas que tentarei esclarecer, a partir da minha experiência pessoal de aprendizagem e também de ensino de idiomas.


Primeiramente, gostaria de me apresentar: meu nome é Luciene do Rêgo da Silva e sou professora de alemão, graduada em Letras Língua Portuguesa e Francesa: Língua e Literatura pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e tenho mestrado em Tradução Inglês/Português pela Universidade de Brasília. Atuo como professora de língua alemã há 10 anos e sou a coordenadora pedagógica da Rede Pedagógica Idiomas Ead. Nasci em Teresina, Piauí e aos 18 anos tive uma experiência parecida com a da Professora Juliana Melo (Professora de alemão da RP Idiomas Ead), como “au pair” em Zürich na Suíça. Em outra oportunidade, contarei a vocês como foi essa experiência na Suíça e conhecendo a Europa.


Arquivo pessoal: Zürichsee (lago de Zürich) Suíça


Aprendi inglês estudando sozinha em casa na adolescência. Eu gostava muito de músicas românticas “Love songs” e era uma adolescente sonhadora e romântica. Apesar de ser comunicativa, disfarçava uma grande timidez e procurava me refugiar escutando músicas românticas. Queria compreender sobre o que cantavam então tentava transcrever a letra da música e tentar acompanhar. Eu não tinha consciência, mas com essa atividade, eu trabalhava a compreensão de áudio e a escrita em língua inglesa, assim como a pronúncia, quando tentava cantar a letra acompanhando a pronúncia e ritmo dessa língua estrangeira.


Nessa época, a internet não era tão acessível, o que dificultava bastante esse processo. Atualmente, é bem mais simples obter a letra de uma música. Acredito que de acordo com o nível do aluno, esse exercício pode ser executado da seguinte forma:


· Nível iniciante: o aluno deve procurar a letra da música e a partir da letra escutar a música e tentar repetir as palavras acompanhando a entonação, procurar a tradução ou tentar traduzir por ele mesmo, de acordo com o tempo que tiver disponível. Então, as etapas para esse nível seriam: ouvir, procurar a letra, ler a letra da música para treinar a pronuncia (o aluno pode tentar acompanhar a música direto ou pesquisar a pronúncia das palavras em um dicionário online), procurar a tradução ou tentar traduzir sozinho e cantar a música, focando na pronuncia e entonação da língua estrangeira.


· Níveis intermediários e avançados: na medida em que o aluno vai avançado no aprendizado do idioma, ele pode, ao invés de procurar diretamente a letra, fazer como eu descrevi anteriormente: tentar compreender primeiro, transcrever a música e somente depois conferir a letra. As demais etapas podem ser as mesmas do nível iniciante, podendo também exercitar a compreensão da música sem a necessidade de traduzir. A tradução é indicada somente se o aluno julgar necessário.



Arquivo pessoal: loja de vinis em Amsterdam na Holanda


Outro fator importante é a maneira de se aprender palavras novas, e adquirir vocabulário em outro idioma. Nesse quesito, indico os “flashcards”, que usei muito para aprender alemão e francês já na fase adulta, e que podem ser confeccionados a mão com pequenos pedaços de cartolina ou folha A4, recortados em pequenos pedaços. De um lado deve-se escrever a palavra com o artigo – no caso do substantivo – e do outro lado a tradução para português ou outra língua estrangeira que o aluno tenha estudado e possa querer revisar o vocabulário. Para o aluno mais prático e que prefere estudar usando um “smartphone”, basta procurar no “Apple Store” ou no “Play Store” um aplicativo com o nome “flashcards” e baixar. Eu uso as duas formas: em casa os “flashcards” escritos a mão e no dia a dia, também utilizo o App, que facilita minha vida quando quero estudar fora de casa.


Há diversos tipos de aplicativos, sugiro baixar um deles, ir testando e ver com qual se identifica mais. Eles costumam ser fáceis de manusear. Você pode aprender uma, três ou mais palavras por dia ou escolher uma quantidade por semana, o importante é iniciar com uma meta pequena e ir aumentando à medida que for se sentindo mais seguro.

Para aprender a pronúncia e identificar dificuldades em produzir os sons de algumas palavras, aconselho gravar sua própria voz no gravador de voz do celular ou em outro programa e se escutar. É importante primeiramente ouvir um áudio, pode ser do seu material de estudo ou de um site da internet, de acordo com o seu nível de aprendizagem, repetir o som (gravando), depois reproduzir esse som e se escutar. Esse foi um método que utilizei bastante para aprender alemão e francês.


É também muito importante, atentar-se aos movimentos da boca do professor e prestar atenção às dicas de fonética e de pronúncia nas aulas, uma vez que muitos sons que, podemos encontrar numa língua estrangeira, não são utilizados na língua materna. Portanto, é necessário aprender a movimentar o aparelho articulatório para produzir novos sons, o que exige algum treinamento e dedicação.

Arquivo pessoal: Passeio ao Kunstmuseum (Museu de Arte) com a turma do curso de alemão da FH Aachen Sprachzentrum


Por fim, indico a leitura de livros, revistas, artigos na área do seu interesse. Nos níveis iniciais, livros e revistas infantis são muito valiosos. Indico também filmes e documentários para todos os níveis. Para o nível iniciante recomendo também desenhos animados e vídeos infantis que trabalham o ensino da língua para crianças, com canções e vídeos animados, trazendo dicas de vocabulário divididas por áreas de interesse. Há também muitas páginas de exercícios online e aplicativos gratuitos. Outra recomendação essencial é praticar a fala, sempre que for possível. Passeios culturais: tais como: visita a museus, monumentos históricos, passeios turísticos, assistir uma peça de teatro, ir ao cinema, entre tantas outras atividades, fazem parte da vivência e construção de memórias afetivas, acerca da aquisição desse novo sistema lingüístico-cultural.


Arquivo pessoal: Aula de alemão no projeto de extensão "SWDL: Sollen wir Deustch Lernen?" em 2014. O projeto foi idealizado por mim e por um amigo, também estudante de letras, sob a coordenação de uma professora da UFPI.


O aprendizado de idiomas pode ser muito divertido e nos proporcionar a capacidade de superar limites, vencer desafios e, principalmente, comunicar-se numa língua estrangeira, implica em inserir-se em outro sistema cultural, que engloba novas formas de enxergar o mundo. Viajar é um dos grandes “hobbies” da maioria das pessoas do mundo – inclusive o meu – e falar outros idiomas é um requisito necessário para podermos nos aventurar por outros países, povos e culturas pelo mundo afora.


Arquivo pessoal: visita ao Museu “Haus der Gechichte” (Museu da História da Alemanha), em Bonn. O monumento acima tem o nome ,,Der Ausländer” de 1989. É uma escultura de Guido Messer e pode ser traduzida como 'O Estrangeiro'.


Profa. Ma. Luciene do Rêgo da Silva

Coordenadora da Rede Pedagógica Idiomas Ead

Licenciada em Letras Português/Francês (UFPI)

Mestra em Estudos da Tradução (UnB)

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